|
A descoberta do efeito fotovoltaico remonta a 1839, sendo atribuída a Edmund Bacquerel.
No entanto, só em meados dos anos 50, nos Laboratórios Bell e RCA, foram desenvolvidas
as tecnologias fotovoltaicas actualmente empregues.
Nos sistemas fotovoltaicos a radiação solar é convertida em energia eléctrica por
intermédio dos chamados semicondutores, que são configurados em elementos denominados
células fotovoltaicas. Os semicondutores feitos de silício são os mais usados na
construção das células e o seu rendimento possível razoável é, actualmente, de cerca
de 25-30%. Uma vez que cada célula produz uma corrente contínua de intensidade relativamente
fraca, procede-se à sua associação para obter, após encapsulamento, um conjunto
denominado módulo fotovoltaico. O agrupamento de módulos, colocados numa mesma estrutura
de suporte, forma um painel. Quando incide luz solar com energia suficiente sobre
estas estruturas, produz-se uma corrente de electrões, obtendo-se assim energia
eléctrica utilizável.
Em termos de produção de electricidade, os painéis fotovoltaicos devolvem a energia
empregue na sua construção em cerca de três anos.
As principais vantagens atribuídas aos sistemas fotovoltaicos são a facilidade de
manutenção (apenas é necessário proceder-se periodicamente à sua limpeza); a possibilidade
de armazenar a electricidade gerada em baterias; os impactes relativamente reduzidos,
principalmente na fase de operação e a contribuição para a redução da dependência
externa, em termos de importação de combustíveis fósseis.
A energia fotovoltaica pode ser produzida de várias formas, com grandes variações
de eficiência e custos. Podem-se dividir em dois grupos básicos: tecnologia de células
discretas e tecnologia de película fina integrada.
- Silício monocristalino: fatias de blocos monocristais de silício crescente. Actualmente
as células chegam a ter uma espessura de 2.000 microns. As células de investigação
chegam aos 24% de eficiência, as comerciais perto de 16%.
- Silício policristalino: fatias obtidas a partir de blocos de silício de pureza
intermédia. Estas células são menos caras de fabricar e menos eficientes, as de
investigação têm cerca de 18% e as comerciais aproximam-se aos 14%.
- Galio Arsenio (GaAs): Material semicondutor de que são feitas as células de alta
eficiência, usado especialmente na tecnologia espacial. As células de investigação
chegam aos 25% e aos 28% baixo luz do sol concentrada. Multiconjunções de células
de GaAs podem chegar aos 30% de eficiência.
Os nossos módulos são do tipo monocristalino pois são os melhores que estão no mercado.
|